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DIOGO FARIA DE OLIVEIRA - ELEITO PRESIDENTE DA AEPSA

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AEPSA DEFINE NOVA ESTRATÉGIA PARA O AMBIENTE A 3 ANOS

 

Promover paulatinamente a renovação das redes municipais

Garantir adequada operação e manutenção de infraestruturas e equipamentos

Criar um modelo económico sustentável, com tarifas justas e expurgadas de ineficiência, que cubram os custos do serviço, mas que sejam socialmente comportáveis

Garantir a sustentabilidade dos sistemas para as gerações futuras

Estratégia abrange a água, saneamento e resíduos sólidos urbanos

 

O novo presidente da Associação das Empresas Portuguesas para o Sector do Ambiente (AEPSA) foi ontem eleito e é Diogo Faria de Oliveira, administrador executivo da Aquapor.

Uma das grandes linhas de força definidas para o triénio para que foi eleito, prende-se com uma forte e necessária reestruturação do sector, onde se destaca a criação de um modelo económico sustentável, com tarifas justas e expurgadas de ineficiências, que cubram os custos do serviço, mas que sejam socialmente comportáveis.

“Na água e no saneamento, mais do que investir, é preciso reestruturar, promovendo a fusão de sistemas vizinhos, a fusão de sistemas do litoral com os do interior, a fusão de sistemas de água com sistemas de saneamento e a fusão de sistemas ‘em alta’, com os sistemas ‘em baixa’”, afirma o novo presidente da AEPSA.

Por outro lado, a Associação empresarial defende que a AdP – Águas de Portugal, não deve ser privatizada, mas antes, manter-se pública e ser proprietária dos sistemas e ativos referidos anteriormente.

Diogo Faria de Oliveira entende que os sistemas devem ser geridos e operados por empresas do sector do ambiente, colocando nos operadores privados, tantos as estruturas de pessoal existentes, como os planos de investimento futuros.

“O resultado desta reestruturação será necessariamente uma estrutura de custos e proveitos mais racional e otimizada, o que se refletirá no preço da água mais justo, com menos assimetrias regionais e mais sustentável”, explica.

Para a AEPSA o País está praticamente todo infraestruturado, recordando que foram investidos no sector, entre 2000 e 2010, cerca de 8.036 milhões de euros.

“O País está hoje muito melhor preparado para resistir a situações de seca como a que vivemos e, sublinho, os níveis de cobertura de tratamento de águas residuais passaram de 31% em 1994 para cerca de 72% em 2010”, adianta a mesma fonte.

Quanto aos resíduos sólidos urbanos (RSU), a AEPSA informa ainda que, desde 2002, toda a sua produção é encaminhada para o destino final adequado, em alternativa às antigas lixeiras.

“Os problemas do País estão resolvidos e, por conseguinte, vemos a privatização da EGF com bons olhos, o que seria bom para Portugal e para o Estado”, adianta Faria de Oliveira.

No que toca às empresas do sector, Diogo Faria de Oliveira diz que as mesmas têm um imenso conhecimento adquirido nos últimos 20 anos, mas que é preciso trabalhar juntos pelo ambiente e pela economia do País.

“Queremos colaborar com o Governo, tanto na definição da estratégia futura, como na sua concretização, pois as empresas do sector sabem exatamente o que falta ao país e pretendemos demonstrá-lo, fortalecendo o ambiente e a economia em Portugal, exportando até competências para o estrangeiro”, conclui.

 

NOTAS BIOGRÁFICAS:

Diogo Faria de Oliveira, 44 anos de idade, é Administrador Executivo da Aquapor (desde 2001).

É Conselheiro do Conselho Consultivo da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), e Vogal da Direção da Parceria Portuguesa para a Água (PPA).

Desenvolveu a sua atividade profissional no Grupo Águas de Portugal (até Dezembro de 2008), assumindo funções em planeamento e gestão de projetos. Colaborou na montagem e implementação das primeiras empresas Multimunicipais em Portugal, nomeadamente na empresa Águas do Cávado.

Ainda na AdP, foi coordenador dos Fundos de Coesão para o Grupo e dirigiu o projeto de reestruturação do Grupo AdP para o seu figurino atual de gestão por Unidades de Negócio.

Na área internacional da Aquapor, assumiu funções de "Technical Coordinator" na análise, avaliação e proposta para “Private Sector Participation in the Water Services of Five Cities of The Republic of Mozambique", tendo sido Administrador da empresa "Águas de Moçambique" e para a aquisição da “Empresa de Servicios Sanitários del Bío-Bío, S.A.”, no Chile. Assumiu ainda funções de Market and Business Evaluation para os países de Argélia, Tunísia e Arábia Saudita.

É licenciado em Engenharia Civil pelo IST com especialização em Hidráulica, Recursos Hídricos e Ambientais e tirou uma pós graduação técnica - “Melhoria do Rendimento de Sistemas de Distribuição de Água”, pela Universidade Internacional Menéndez Pelayo, Espanha, e uma pós graduação de gestão - “Executive Management Program” pela Universidade de Stanford, EUA.