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FUSÃO NO SECTOR DO AMBIENTE

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A partir de hoje, a AEPSA – Associação das Empresas Portuguesas para o Sector do Ambiente, passa a representar todas as empresas privadas que operam no sector do Ambiente, resultado da fusão, por incorporação, da ANAREPRE – Associação Nacional dos Recuperadores de Produtos Recicláveis.
 
 
Com esta incorporação, a AEPSA, presidida por Diogo Faria de Oliveira, passará a representar toda a fileira do Ambiente em Portugal, o que se traduz num volume de negócios de 1.500 milhões de euros, o correspondente a 65 associados.
 
 
Recorde-se que agora, a AEPSA passa a representar empresas que trabalham para fornecer água, tratar esgotos, recolher lixo, reutilizar e reciclar materiais, metais, plásticos, papel, cartão, equipamentos elétricos, entre outros e reciclagem de todo o tipo de resíduos.
 
 
“São empresas fundamentais para recolher e tratar tudo aquilo que a Sociedade não gosta de ver à sua porta, e que contribuem para um ambiente melhor nas cidades em todo o País”, afirma o presidente da AEPSA.
 
 
Com esta operação, as empresas associadas da AEPSA conseguem abranger e resgatar todos os resíduos, efluentes e materiais produzidos pela Sociedade, sejam eles domésticos ou industriais, banais ou perigosos.
 
 
Para Diogo Faria de Oliveira, “ao estarem representadas numa única associação, as empresas vão ter uma visão muito mais abrangente dos focos de problemas ambientais do país e poderão reagir com maior competência e especialização, propondo soluções específicas para cada problema concreto”.
 
 
Para Carlos Raimundo, presidente da ANAREPRE a fusão é decisiva para a consolidação da representatividade do sector empresarial do ambiente.
 
 
“Esta fusão associativa fortalecerá a capacidade de intervenção e influência, a notoriedade, a dimensão e a solidariedade do sector privado do ambiente, contribuindo assim para o esforço colectivo que o país enfrenta de se reformar e reinventar face aos permanentes desafios da competitividade e sustentabilidade”, sublinha.
 
 
A AEPSA definiu assim, os 3 pontos estratégicos e de compromisso, em face desta sua nova configuração:
 
1 – Garantir a sustentabilidade ambiental nas cidades e em todo o País para as gerações futuras;
2 – Criar um modelo económico sustentável, com tarifas justas e expurgadas de ineficiência, que cubram os custos do serviço, mas que sejam socialmente comportáveis;
3 – Investir com rigor, adaptando os critérios de decisão às necessidades reais do País e procurando tirar todo o partido dos ativos existentes, através de garantias de adequada operação e manutenção das infraestruturas e equipamentos.
 
 
Com esta maior capacidade de influência no sector, a AEPSA irá, muito em breve, pronunciar-se sobre as consequências nas alterações de regulamentos e de leis, apresentando sugestões e soluções para as mudanças que se avizinham, nomeadamente com a privatização da EGF.
 
 
 
“As leis mudam de ano para ano e ainda bem, porque temos de preservar e garantir a subsistência ambiental do nosso Planeta. Porém, as alterações nas regras de descarga e destino final de resíduos e materiais requerem adaptações na forma de funcionamento das empresas e, por vezes, na Sociedade. E, as três coisas – legislação, inovação empresarial e consciência social – têm de evoluir em paralelo”, conclui Diogo Faria de Oliveira.